quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pesquisas eleitorais serão reguladas?

Por Altamiro Borges - Blog:
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve votar ainda nesta semana a proposta que proíbe a divulgação de pesquisas nos 15 dias que antecedem o 1º e o 2º turnos das eleições. Segundo a Folha, “a tendência é de aprovação. Defensores da emenda afirmam que institutos têm cometido reiterados erros e que a veiculação dos levantamentos na reta final da disputa influencia indevidamente o voto do eleitor”. Entre os senadores que defendem a limitação há, porém, divergências sobre o tempo. “O relator da proposta, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), diz estar inclinado a aceitar sugestões de reduzir a vedação para algo entre dois e cinco dias pré-eleição”. Mesmo assim, a pressão dos institutos de pesquisas e da mídia privada é violenta para impedir qualquer limitação.
A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), que reúne os institutos que ganham fortunas com as sondagens públicas, argumenta que o projeto em debate no Senado “fere a liberdade de expressão”. No mesmo rumo, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) afirma que a proposta representa “uma negação do direito constitucional de acesso à informação”. Já a Associação Nacional de Editoras de Revistas (Aner) divulgou nota nesta terça-feira (25) rejeitando o projeto. “As pesquisas eleitorais contribuem com o debate político e são ferramentas importantes para que a população possa participar efetivamente do panorama eleitoral”. No maior cinismo, os ricos empresários se travestem de defensores da liberdade para garantir seus altos lucros e seus interesses políticos.
Pela legislação em vigor, as pesquisas eleitorais seguem regras bem frouxas, o que facilita a manipulação dos seus resultados. Elas devem ter registro prévio na Justiça Eleitoral com informações sobre metodologia usada, questionário aplicado, contratante e custos. Esta frouxidão serve aos interesses dos partidos e, também, às preferências políticas dos impérios midiáticos. Na fase inicial das campanhas, as pesquisas são utilizadas para viabilizar apoios financeiros e para costurar coligações que garantam maior tempo no horário político de rádio e televisão. Na fase final das eleições, elas servem para induzir o eleitor.
No pleito deste ano, a manipulação das pesquisas ficou evidente. A maioria dos institutos errou feio no primeiro e segundo turno das eleições presidenciais, sem conseguir captar os anseios do eleitorado. Algumas empresas foram visivelmente corrompidas. O Instituto Sensus, por exemplo, deu vitória folgada para o cambaleante tucano Aécio Neves no segundo turno. Em alguns Estados, como na Bahia, Ibope e Datafolha beneficiaram os candidatos da oposição de direita. As inúmeras distorções reforçaram a necessidade de se regulamentar o poderoso instrumento das pesquisas eleitorais. Mas se depender dos empresários da Abep, ANJ e Aner nada será feito e as empresas seguirão ganhando fortuna com a manipulação da chamada opinião pública. A democracia que se dane!
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

PT de Fortaleza sequer cogita apoiar RC

Segundo Elmano, ideia é ampliar oposição na Capital. Ação complica vida de petistas mais próximos ao prefeito
Por Carlos Mazza - O Povo:
Em postura que prenuncia crise entre cúpulas municipal e estadual do PT para 2016, a Executiva do partido em Fortaleza sequer cogita hoje apoiar reeleição de Roberto Cláudio (Pros) à Prefeitura. Segundo o presidente municipal da legenda, o deputado eleito Elmano de Freitas, intenção de petistas vai no sentido contrário: de intensificar oposição ao prefeito no próximos anos.
A posição complica a vida de lideranças do PT no plano estadual, alinhadas a Cid Gomes (Pros) e ao prefeito de Fortaleza. Isto porque, em 2016, serão delegados do PT em Fortaleza - hoje mais próximos da ex-prefeita Luizianne Lins (PT) - que definirão postura do partido na disputa municipal. Um dos principais apoiadores da eleição de Camilo Santana (PT), Roberto Cláudio pode ficar sem apoio dos petistas na reeleição.
“Nossa posição é de oposição, e vamos construir essa oposição em 2015, e em 2016 decidir o que será seguido. Evidentemente, quem faz oposição não apoia o candidato a quem ele faz oposição, isso é uma coisa lógica”, diz Elmano, que engrossará bancada “anti-RC” na Assembleia. Apesar de antecipar rejeição ao nome do prefeito, ele evita antecipar decisões sobre 2016. “Será discutido no tempo certo”, diz.
A reportagem tentou entrar em contato com Luizianne Lins, mas não obteve resposta. Com maioria absoluta no PT de Fortaleza, a ex-prefeita é crítica da gestão RC e estará no centro da discussão municipal de 2016.
“Precipitado”
Apesar das posições divergentes, petistas do Município e Estado evitam admitir “crise anunciada” entre cúpulas. Segundo eles, prioridade do momento é consolidar governo de Camilo Santana, para iniciar discussões de 2016 apenas nos próximos anos.
“Está muito cedo. O resultado da eleição de Fortaleza precisa ser muito maturado. É muito precipitado dizer absolutamente qualquer coisa”, diz o presidente estadual do PT, De Assis Diniz. Ele destaca, no entanto, que empenho de RC e do Pros na campanha de Camilo “não foi pequeno e não pode ser esquecido”.
Ele reforça ainda que PT de Fortaleza “não é autônomo”, não podendo “passar por cima” de decisões do Estado ou do governo federal. Vereador de Fortaleza, Acrísio Sena (PT) evita antecipar posturas para 2016, mas defende que o partido se mantenha na oposição em Fortaleza.
SERVIÇO
PT em Fortaleza
Endereço: Av. da Universidade, 2183, Benfica. (85) 3226.3702.
Mais em: www.ptfortaleza.org.br

sábado, 22 de novembro de 2014

A lição final de Márcio Thomaz Bastos

por Paulo Moreira Leite - blog:
Ao apresentar, no primeiro dia, a proposta de desmembrar AP 470, ele deixou claro o caráter político do "julgamento do século".
Personagem destacado em mais 50 anos de disputas jurídicas e políticas, Márcio Thomaz Bastos (1935-2014) deixou lições de luta sob a ditadura militar — e também sob o regime democrático. Teve um papel destacado na defesa dos direitos humanos e na denúncia da tortura e, após a democratização, atuou pela ampliação das liberdades e direitos do cidadão.
Advogado dos maiores empresários  do país, seus honorários na casa de 7 dígitos eram um lenda entre colegas mas não impediram sua opção política pelo Partido dos Trabalhadores, o que fazia dele uma dessas personalidades raras, intimamente tolerantes, capazes de mascar chiclete e andar ao mesmo tempo.
O convívio muito próximo com o topo da pirâmide  não enfraqueceu sua lealdade a Luiz Inácio Lula da Silva e seu governo.
Essa capacidade de fugir de uma postura que — fazendo uma certa sociologia muito barata — seria possível chamar de egoísmo de classe, incluiu uma firmeza notável durante o julgamento da AP 470. Márcio Thomaz Bastos foi um dos primeiros de quem ouvi dizer, com muitos meses de antecedência,  que o julgamento deixara o terreno jurídico, técnico, para se transformar num processo de natureza política. Toda vez que, em seu escritório na Faria Lima, eu comentava sobre pontos fracos da acusação, ele rebatia sem estridência que achava que o problemas não eram as provas, mas a política: seria muito difícil para  Supremo enfrentar a pressão da mídia. Para ele, os jornais e revistas haviam transformado a AP 470 em sua causa — e não admitiriam uma derrota no final, mesmo que não houvesse um base jurídica para tanto. Já enxergava a criminalização, embora não usasse a palavra.
Márcio Thomaz Bastos foi o primeiro a definir os crimes da AP 470 como casos típicos de Caixa 2. Num país onde se debatia sem oxigênio e sem disposição para ouvir as partes, a análise foi descartada como simples “estratégia da defesa.” Claro que era uma estratégia de defesa.
O problema é que, com o passar do tempo, e com um exame mais sereno das provas e alegações da acusação, está claro que não se conseguiu demonstrar outra coisa. O  desvio de recursos públicos, base de toda a denúncia, foi desmentido por uma auditoria do próprio Banco do Brasil, que seria o principal prejudicado.

Cerco a Dilma lembra Getúlio Vargas

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
Se a presidente Dilma Rousseff já terminou de ler o último volume da trilogia de Lira Neto sobre Getúlio Vargas, editado pela Companhia das Letras, deve ter bons motivos para ficar preocupada nesta entressafra entre o seu primeiro e o segundo governo.
Talvez isso explique a indecisão dela para anunciar os integrantes da nova equipe econômica, como demonstrou a dança de nomes cogitados para o Ministério da Fazenda nesta semana que chega ao fim, mantendo o suspense no ar.
Era este o livro que a presidente carregava na mão ao descer do helicóptero no Alvorada, quando retornou a Brasília, depois de alguns dias de folga numa praia da Bahia, logo após sua vitória apertada na eleição de 26 outubro.
É neste terceiro volume que o brilhante jornalista cearense Lira Neto mostra o cerco formado por forças civis, militares e midiáticas contra Getúlio Vargas, que começou antes da sua posse, e botou fogo no país, na segunda metade do seu governo constitucional (1951-1954), levando-o a se matar com um tiro no peito.
Dilma não é Getúlio, eu sei, o Brasil e o mundo não são os mesmos de 60 anos atrás, mas há muitas circunstâncias e personagens bem semelhantes nestes distintos períodos da vida nacional.
Não por acaso, o nome de Carlos Lacerda, o comandante em chefe da guerra contra Getúlio, nunca foi tão lembrado numa campanha eleitoral como nesta última.
Pintado pelos adversários como "O Corvo", com muita propriedade, Lacerda ressuscitou nos discursos e nas manifestações contra a reeleição de Dilma Rousseff, durante e após a campanha de 2014, que mobilizou os setores mais conservadores do empresariado e da imprensa, a serviço de múltiplos interesses estrangeiros, exatamente como aconteceu na tragédia de 1954.
Não por acaso, também, um dos principais focos da campanha contra o então presidente da República era a Petrobras, por ele criada sob controle estatal, após longa batalha no Congresso Nacional.
O papel que era da UDN (União Democrática Nacional) de Carlos Lacerda foi agora alegremente assumido pela aliança da oposição liderada por PSDB-DEM-PPS, que trouxe de volta, com Aécio Neves, até o mote do "mar de lama", para atacar a presidente, o PT e a Petrobras, a bordo do discurso sobre o "maior escândalo de corrupção da nossa história".

Até quando irá leniência do ministro da Justiça?

A PF se reporta a José Eduardo Cardozo, a quem cabe garantir que os rombos na Petrobras sejam investigados dentro dos marcos legais.
Por Breno Altman - Carta Maior:
A equipe da Polícia Federal encarregada da Operação Lava Jato voltou a abusar de suas prerrogativas.
Dessa vez ultrajou a honra de um homem inocente.
Deixou vazar para a imprensa o nome de José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento da Petrobrás, como suposto beneficiário do esquema de corrupção sob investigação.
Não havia qualquer prova material ou testemunhal que embasasse a denúncia. Nada justificava a informação caluniosa, salvo a avidez de amplificar os ataques contra a companhia petroleira e seus dirigentes.
A imagem de Cosenza, em poucas horas, foi jogada na lata de lixo. Diversos meios de comunicação não tardaram a estampar manchetes sobre sua inevitável demissão. Multiplicaram-se murmúrios de que sairia de seu gabinete diretamente para a prisão.
Mas era tudo mentira.
Questionados pelo juiz Sérgio Fernando Moro, titular da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, os responsáveis locais da PF alegaram “erro material”. Puro neologismo para difamação arrivista.
A nota de esclarecimento não apresentava nem sequer pedido de desculpas. Às favas com o sofrimento familiar, a mácula biográfica e o desgaste político provocados pelo comportamento sinistro dos policiais.
O mais impressionante, porém, é o silêncio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem cabe zelar pela defesa do Estado de Direito e a atuação dos corpos civis de segurança.
Seu dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza, abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas Cardozo preferiu a omissão.
O ministro parece não ter se abalado mesmo diante da assinatura no documento a Moro que deixava o dito pelo não-dito. Ao pé do texto, estava o nome de Márcio Adriano Anselmo, coordenador do grupos de delegados que apura o esquema de desvios e propinas na maior estatal do país.

Em visita a projeto da Itaipu Binacional, Lula destaca integração social

por Redação da RBA:
São Paulo – Ao participar quinat-feira(20) do Encontro Cultivando Água Boa da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula falou sobre a importância do programa e do orgulho de ver como ajudou a desenvolver e preservar a região. "É uma coisa incrível, de uma abordagem integrada e participativa, na qual as comunidades e as pessoas assumem a questão da água como algo que diz respeito à vida", disse. Lula estava acompanhado do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek.
O ex-presidente afirmou que o programa é a "concretização de que quando o ser humano tem vontade, não existem limites para realizar as coisas". Destacou a importância da usina para a integração latinoamericana. "Todos sabem que eu sou um fanático da integração. Nós ainda não chegamos lá, mas a Itaipu contribuiu muito."
Jorge Samek ressaltou que a Itaipu "não produz só energia elétrica, produz conhecimento, tecnologia e inclusão social". O ministro Lobão completou: "A hidrelétrica produz energia humana".
Programa
O programa Cultivando Água Boa engloba diversos programas em prol da qualidade da água, com trabalhos de proteção, manejo e conservação dos solos e das águas; na preservação, recuperação e conservação da biodiversidade, em especial através da recuperação de matas ciliares e formação de corredores de biodiversidade; no restabelecimento dos fluxos ambientais; no fortalecimento da agricultura familiar, entre outras frentes. Foi implementado em 2003 e promove a gestão da bacia hidrográfica com amplo processo participativo, de cidadania, de responsabilidade compartilhada com a população.
Com informações do Instituto Lula
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Operação abafa está varrendo petrolão tucano para debaixo do tapete

As investigações da operação Lava Jato são só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.
Por Antonio Lassance - Carta Maior:
Primeiro, foi o mensalão. Agora, é o "petrolão". Em ambos os casos, o esquema de desvio de dinheiro público foi inventado desde o governo tucano de FHC - pelo menos -, mas só descoberto quando vieram os petistas.
Estamos aguardando Aécio Neves, que além de Senador é agora comentarista político do Jornal Nacional, aparecer no estúdio para confessar que continua com a ideia fixa de que tudo o que o PT fez e ampliou começou com FHC.
Há gente muito otimista quanto ao desfecho do atual escândalo, na linha de que não sobrará pedra sobre pedra e que todos serão tratados igualmente pela Polícia Federal do Paraná, pelo Ministério Público e pela Justiça.
Poderíamos citar Dante e sua Divina Comédia para recomendar a todos que deixem a esperança na porta, ao entrar; mas a situação combina mais com o bordão do compadre Washington (aquele do "sabe de nada, inocente").
Pouco adianta a constatação do Ministério Público de que o esquema que assaltou a Petrobras existe há pelo menos 15 anos.
Se não houver a devida investigação para dar nome aos bois do período FHC, a constatação cai no vazio - ou melhor, na impunidade.
O problema não é se vai sobrar pedra sobre pedra, mas para onde serão dirigidas as pedradas, se é que alguém ainda tem alguma dúvida.
A apuração feita pela Operação Lava Jato não é neutra. Os investigadores da PF encarregados do caso não são neutros, muito pelo contrário.
A maioria é formada por um grupo de extremistas que foram flagrados em redes sociais vomitando comentários raivosos e confessando suas opções partidárias.
Se dependermos dessa gente diferenciada, não teremos Estado de Direito, mas Estado de direita.
O Código de Ética da associação nacional dos delegados da PF proíbe a seus membros a manifestação de preconceitos de ordem política. Mas alguém acha que esses vão sofrer qualquer reprimenda?

sábado, 1 de novembro de 2014

Webfor 2015 será em Fortaleza, dias 23 e 24 de maio

Em 2015, 23 e 24 de maio, em Fortaleza: WEBFOR 2015. O tema do evento será "Juventude e Liberdade de Expressão", aberto a todos os internautas, blogueiros, universitários ou não, jornalistas e que utilizam as Redes Sociais. Inscrições gratuitas pelo e-mail: webfor2015@gmail.com. A programação: dia 23 de abril(SÁBADO) será todo em formato de "desconferências", livre para o debate e participação do público com os convidados. Dia 24 de abril(DOMINGO), deveremos ter uma baita de confraternização com a galera do evento. Estamos abertos para suas sugestões: quem você gostaria que fosse convidado para o WebFor 2015, assuntos, etc. Queremos contar com sua participação. Um grande abraço. Acesse nossa página do evento do WebFor 2015: https://www.facebook.com/events/820806711315267/?source=1

O diálogo não basta

As dificuldades de Dilma ao contar com uma base governista interessada apenas nas benesses concedidas pelo governo
por Mauricio Dias - CartaCapital:
Debruçado sobre o resultado das eleições para o Congresso, Senado e Câmara, o cientista político Fabiano Santos olha para os números tendo em perspectiva o segundo governo Dilma e se vê tomado de preocupação. Uma dobrada preocupação, diga-se, possivelmente refletindo no mundo acadêmico as mesmas inquietações sofridas pela presidenta, reeleita após uma disputa eleitoral duríssima.
“Dilma terá de cuidar com muito mais atenção das relações com o Parlamento. Mais especificamente com a Câmara dos Deputados”, acentua Santos, numa das salas do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde trata do tema com o pesquisador Júlio Canello.
À frente deles, na tela do computador, espalham-se números, porcentuais e votações obtidas pelos 28 partidos, incluindo os seis novos, representados na Câmara dos Deputados na legislatura de 2015. Com esse amontoado de informações Santos e Canello formaram, com a precisão possível, o cenário de governabilidade para Dilma, considerando as relações com o Congresso.
No Senado, a oposição será menor, porém, mais dura. Uma coligação de apenas 18 senadores certamente mais sintonizados.
“A vantagem numérica do governo no Senado pode ser compensada, do ponto de vista das estratégias e processo deliberativo, pelo peso político e experiência de nomes da oposição, como os do próprio Aécio Neves, de José Serra, Tasso Jereissati e Aloysio Nunes Ferreira”, lista Fabiano Santos.
Ao falar sobre a composição da Câmara, ele faz avaliação distinta. Acredita que “o menor peso relativo da coalizão de apoio a Dilma seguramente será revertido com a presença maior do que chamamos centro flexível, isto é, os partidos que não são marcadamente de direita e tendem a aderir ao governo por conta de acordos pragmáticos a um baixo custo para a operação do governo e do Estado em seu conjunto”.
A vitória parece não ter subido à cabeça dela, onde, aliás, estão registradas as crises no começo do primeiro governo. Havia então um quadro muito menos problemático do que agora. Dilma e seus “aliados”, como Renan Calheiros, senador pelo PMDB, já destoam quanto à proposta de reforma política.

A Dilma Rousseff que eu conheci pessoalmente

A fama de durona desaparece em dez minutos de prosa.
Por CARLA JIMÉNEZ - EL PAIS:
A primeira coisa que fiz ao ser apresentada a Dilma Rousseff, em junho deste ano, foi reparar nos seus sapatos. Baixinhos, um tipo de sapatilha de couro, arredondada na ponta, me deixaram claro que ela precisa de calçados muito confortáveis para lidar com a rotina maçante de uma presidência da República. O encontro com ela aconteceu de forma inesperada. A presidenta queria reunir os correspondentes internacionais para falar sobre os preparativos para a Copa do Mundo. Ao confirmar a participação no jantar no Palácio da Alvorada, tremi. Por mais anos de estrada que se tenha na profissão, ver um chefe de Estado ao vivo sempre dá um certo nervosismo. Pois assim cheguei no dia 03 de junho a Brasília, para seguir ao Palácio da Alvorada, véspera da Copa do Mundo.
O time de jornalistas estrangeiros esperava do lado de fora da casa, observando o belo jardim do Palácio, enquanto conversávamos com alguns ministros, até que ela chegou cumprimentando com beijinhos quem não se intimidou. Ela então puxou o assunto: "E a Copa?", e logo em seguida pipocaram as perguntas sobre os fantasmas que cercavam o evento – atraso de obras, surto de dengue, entre outras. Enquanto anotava discretamente o que ela dizia – a regra estabelecida pela presidência era não gravar o encontro – passei a reparar em alguns detalhes. Ficava olhando de perto o rosto da presidenta que tem fama de brava, séria, grossa, trator, e toda sorte de apelidos que a tiram do campo da feminilidade. Queria reparar nas rugas – muito menos do que eu imaginava – enquanto ela sorria. E sim, a presidenta sorri. E muito. Deu muitas risadas, e estava entusiasmada, pois tudo estava pronto para o início da Copa do Mundo, a contento.
Chamei a sua atenção quando fiz perguntas de infraestrutura, e as estradas que estavam sendo construídas no Centro-Oeste do país. Sabia que era um assunto que a presidenta gosta de falar, por ter criado um programa de concessões bilionário para melhorar a logística do país. E, efetivamente, ela disparou a falar com uma naturalidade que me deixou até assustada. Em nada lembrava o dilmês, como foi apelidado seu modo de falar que por vezes repete palavras e dificulta o entendimento imediato. Ela tem um pouco de cabeça de engenheira, que absorve números, e desenhava no ar o que algumas estradas iriam fazer pelo país.

A esquerda brasileira discute seu papel no novo mandato de Dilma

Militantes e políticos progressistas, que se aproximaram do PT no segundo turno, debatem se a luta por suas pautas será junto ao Governo ou com os movimentos nas ruas.
No último domingo, centenas de jovens tomaram a avenida Paulista para comemorar a reeleição de Dilma Rousseff. Mas muitos dos que estavam ali não eram petistas. Para eles, mais do que a vitória do PT, a reeleição da presidenta significava a vitória de uma esquerda unida e a derrota de um projeto conservador, representado pela candidatura do senador Aécio Neves (PSDB).
Passada quase uma semana da eleição e diante de um Congresso ainda mais conservador, essa esquerda se pergunta: o novo Governo de Rousseff, que ficou marcada por dialogar pouco com os movimentos sociais, será mais alinhado com as pautas progressistas ou ela dará as costas aos pedidos da militância, que foi decisiva nessa reta final? E qual será o papel da esquerda nestes próximos quatro anos: fazer oposição ao Governo, como no último mandato, ou tentar fortalecê-lo para, com isso, impor algumas de suas agendas? A discussão que começa a se colocar será tema, por exemplo, de uma reunião de militantes e simpatizantes neste sábado, na zona sul de São Paulo.
Na reta final do segundo turno, quando a disputa polarizada entre PT e PSDB se mostrou apertada e as pesquisas traziam a possibilidade de vitória de Aécio Neves, militantes de partidos e de movimentos que fazem oposição ao PT pela esquerda decidiram deixar as divergências de lado. “O PSOL e o PSTU entenderam que o que estava em jogo no segundo turno era um retorno ao passado”, definiu o presidente nacional do PT Rui Falcão, em uma coletiva de imprensa na última segunda-feira, em São Paulo. Oficialmente, nenhum dos dois apoiou Rousseff, mas muitos de seus militantes sim. “Esse apoio criará uma aproximação maior para que a gente consiga mobilizar temas que são convergentes”, garantiu Falcão.

Aeroportos brasileiros são bem avaliados por 74% dos passageiros, mostra relatório da SAC

A satisfação dos passageiros com aeroportos brasileiros cresceu no terceiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o novo Relatório de Desempenho Operacional dos Aeroportos, publicado pela Secretaria de Aviação Civil, 74% dos passageiros consideram os aeroportos “bons” ou “muito bons”. Apenas 5% dos 19.774 usuários ouvidos disseram considerar os terminais “ruins” ou “muito ruins”. No mesmo período de 2013, o índice de aprovação era de 68%.
A pesquisa considera a opinião dos passageiros sobre um conjunto de 47 indicadores. Entre os itens avaliados estão desde serviços públicos, como tempo de espera em filas da aduana e da imigração, até infraestrutura, como limpeza e conforto do terminal de passageiros, quantidade de assentos e de banheiros. Também são pesquisados indicadores de responsabilidade das companhias aéreas, como tempo de check-in e de embarque e desembarque.
No período de julho a setembro de 2013, a média dos indicadores em 15 aeroportos pesquisados foi 3,87, numa escala que vai de 1 a 5. No ano passado, essa média era 3,79, e no segundo trimestre de 2014, 3,82.
No item “satisfação geral” do passageiro com o aeroporto, a média dos 15 terminais foi ainda mais alta – 3,9, contra 3,82 no terceiro trimestre de 2013. Isso equivale a um aumento de 7,1 para 7,3 numa escala de 0 a 10. Sete deles já cumprem o objetivo proposto pela SAC aos operadores aeroportuários de manter a avaliação acima de 4, o que equivaleria à nota 7,5.
Segundo Paulo Henrique Possas, diretor de Gestão Aeroportuária da SAC, o bom desempenho na percepção do usuário reflete a entrega de obras de infraestrutura para a Copa do Mundo. “As instalações físicas desses aeroportos melhoraram muito, e isso tem um impacto direto sobre o grau de conforto, que pesa muito na avaliação do passageiro”, afirmou Possas.

Mais mulheres assumem a chefia das famílias, revela pesquisa do IBGE

Em 2000, as mulheres comandavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios particulares existentes no País. Em 2010, essa proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios brasileiros, o que representam um aumento de 13,7 pontos percentuais, segundo as Estatísticas de Gênero – Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010, produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgadas nesta sexta-feira (31).
Este indicador se eleva ligeiramente a 39,3% para famílias em áreas urbanas e diminuiu consideravelmente (24,8%) para famílias em áreas rurais. Do total de famílias com responsável de cor ou raça preta ou parda, 38,7% tinham a mulher nesta condição.
Nas famílias formadas pelo responsável sem cônjuge e com filho(s), as mulheres foram maioria na condição de responsável (87,4%). O critério para definir a pessoa responsável pela família é de que aquela pessoa seja reconhecida como tal pelos demais membros do domicílio.
Quando se observa o tipo de composição familiar, a proporção de mulheres responsáveis pela família foi inferior à média nacional naquelas compostas por casal com filho (23,8%) ou casal sem filho (22,7%).
Contribuição delas no rendimento familiar
O indicador utilizado para analisar a contribuição do rendimento monetário das mulheres foi a média do percentual do rendimento monetário das mulheres, de dez anos ou mais de idade, em relação ao rendimento monetário familiar total.

O retrato de uma presidenta jovem

Uma jovem rechonchuda com óculos fundo de garrafa, cabelos crespos e curtos e camisa xadrez, aparece numa foto 3x4 em preto e branco. A imagem em quase nada se parece com o rosto de Dilma Rousseff hoje. Mas foi essa a foto que marcou sua campanha. O retrato foi feito quando a presidenta tinha 23 anos, em 1970, e fora presa pelo regime militar.
A foto serviu de base para que várias réplicas estilizadas das mais diferentes formas e cores fossem feitas. Virou estampa de camisetas, bandeiras e adesivos usados por militantes e simpatizantes por todo o país. Algo semelhante com a histórica imagem de Che Guevara, que com os olhos voltados para o horizonte e usando uma boina com uma estrela no alto, foi retratado pelo fotógrafo cubano Alberto Korda. A imagem foi eternizada em camisetas, bonés, adesivos e bandeiras e vendidas no mundo todo.
A foto de Dilma Rousseff também representa a resistência. A jovem guerrilheira foi torturada por 22 dias e ficou quase três anos presa no Presídio Tiradentes. Mas não revelou o endereço que dividia com a companheira de militância e nem mesmo sua relação com seu companheiro Carlos Araújo. Naquela época, qualquer informação poderia valer uma vida.
Na ficha policial, datada de 26 de fevereiro de 1970, lê-se “não está arrependida” no espaço que questionava se Dilma Vana Roussefff Linhares, então dirigente do Setor de Massas Populares VAR-Palmares, estava “arrependida pela prática do crime por que responde agora”.
Em um debate já no segundo turno, seu rival tucano Aécio Neves disse que a presidenta não conhecia Minas Gerais porque havia ido embora do Estado no qual ambos nasceram. “Se eu saí de Minas não foi para passear no Rio de Janeiro, foi porque eu fui perseguida”, rebateu Dilma, lembrando que embora seu rival se vanglorie do Estado de Minas Gerais, e ainda que seja senador por esse mesmo Estado, ele reside hoje no Rio de Janeiro, e por opção.
Nas imagens estilizadas, Dilma virou Frida Kahlo, para delírio das militantes feministas. Foi feita em  verde e amarelo, com um fundo vermelho-PT. Usando a camiseta de alguns Estados brasileiros que votaram expressivamente nela, como Pernambuco. Em uma montagem, com duas fotos: A antiga, de guerrilheira, com a frase “Plantando a liberdade”, e outra atual, como presidenta, escrito “Colhendo a democracia”.
Durante algumas manifestações nas ruas de militantes e simpatizantes, as camisetas e bandeiras eram estampadas na hora, ali mesmo, na rua. A imagem foi também uma saída para não usar o símbolo do Partido dos Trabalhadores - a estrela vermelha – e nem mesmo a sigla do partido, que ficaram de fora de diversos materiais de campanha neste ano, para não se associar à corrupção, principal estratégia dos adversários.
“Coração valente” se tornou a frase de sua campanha e refrão da música usada em seus programas eleitorais, com uma melodia que lembra o forró. Uma música animada, para um passado duro, mas do qual, certamente, a presidenta reeleita “não está arrependida”. Fonte: EL PAIS.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cristiana Lôbo, pau mandado do Governo Norte Americano

O povo brasileiro não é bobo e nem marionete da Rede Globo, revista fascista Veja, Estadão, Folha de São Paulo e restante da mídia venal e golpista, que se tornou cabos eleitorais do tucano Aécio Neves durante as eleições de 2014. Essa jornalista Cristiana Lôbo das Organizações Rede Globo - Família Marinho é uma verdadeira pau mandada do Governo Norte Americano, que organizou a derrubada do presidenta Jango, em 1964, e continua sabotando os governos Lula e Dilma. Cristiana Lôbo faz parte de uma grande organização midiática no Brasil em defensa dos norteameticanos. Veja o que ela publicou em seu blog, no G1:
"Um organismo, sediado em Washington, que estuda e monitora a realidade da América Latina, enviou ao Senado brasileiro um documento em que chama a atenção para os próximos movimentos políticos do presidente Lula da Silva, rumo a um 'populismo socialista'.
O estudo adverte que Lula pretende lançar medidas populares de impacto, incentivando o consumo para seus eleitores de baixa renda.
Segundo o dossiê, a intenção de Lula é consolidar seu poder de voto para uma futura reforma política que vai autorizar a reeleição para um mandato de mais seis anos.
O documento assinala que Lula prepara um dos maiores movimentos de reestruturação econômica, voltado para as classes populares, dentro do projeto de longevidade no poder.
Segundo o estudo, os EUA estariam muito preocupados com este tipo de populismo no Brasil, que é um País continental e onde o povo é submisso, sem cultura e informação para avaliar as conseqüências políticas deste movimento rumo ao socialismo.
O plano de Lula é comparado ao do venezuelano Hugo Chávez. Segundo o estudo, conta com o apoio de grandes investidores europeus. O dossiê, vindo dos EUA com a classificação confidencial', foi analisado segunda-feira, com toda cautela, em uma reunião fechada, do colégio de Líderes do Senado. Alguns parlamentares o viram com ceticismo. Outros senadores chamaram a atenção para fatos objetivos já em andamento.
Curiosamente, segundo observou um senador, os norte-americanos anteciparam o parecer de técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, que constataram irregularidades insanáveis' na prestação de contas da
campanha à reeleição.

Vídeo: Mensagem de Lula sobre as eleições de 2014


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Os Grotões e FHC

Por Antonio Ibiapino - PT/Ceará - comandante13410@gmail.com
O termo grotões quer dizer: região distante, erma, lugar de gente ignorante, lugar onde vive pessoas pobres e incultas etc.
Logo após o primeiro turno das eleições, o ex-presidente do Brasil, senhor Fernando Henrique Cardoso disse que a Dilma ganhou nos grotões, onde existiam pessoas desinformadas, ou seja, ignorantes.
Diante das declarações do ex-presidente, que é também mentor intelectual do Aécio Neves, um dos lideres do PSDB; devemos perguntar: Porque existem os grotões?
De quem é a culpa pela existência dos grotões?
Essa gente que mora nos grotões, e, que é chamada de gente ignorante, na verdade é vítima de uma elite capitalista que se apoderou das terras e das fábricas. Com isso transformou os pobres em escravos sem direito a moradia, a educação, a saúde e nem mesmo ao alimento, que é um direito humano.
Pois bem, um governo honrado e que tenha pelo menos um pouquinho de respeito pela pessoas, tem a obrigação moral de trabalhar para que não existam grotões e sim, alguma igualdade de direitos entre os homens.
Chamar as pessoas de desenformadas é fácil, difícil é lutar para transformar uma realidade de centenas de anos de exploração dos pobres pelas elites.
#Dilma
Blog da Dilma no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDilmaRousseff

Sem internet, Aécio teria vencido eleição, diz cientista político

Para Sérgio Amadeu, PSDB adota 'estratégia do cinismo'. Ele considera inaceitável que a bandeira de combate à corrupção seja conduzida por 'forças da corrupção'
Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.
Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.
Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.
“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”
Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.

Wladimir Pomar: Desatar os nós do desenvolvimento

Por Wladimir Pomar* Página 13:
O discurso que prevaleceu no movimento de adesão de parte considerável da direita da esquerda à candidatura Aécio foi o de que a sociedade civil unificada exigia mudanças que o governo Dilma não contemplava. Nessa sociedade civil eram incluídos não apenas as classes sociais intermediárias, ou o conjunto da pequena-burguesia, mas também os setores ou frações da classe trabalhadora assalariada que teriam ascendido à condição de classe média. Sem esquecer, é lógico, o empresariado. Ficariam de fora apenas os setores “ignorantes” e “desinformados” das classes “baixas”.
Teria se configurado, desse modo, uma frente única social capaz de tirar o Brasil do abismo a que teria sido levado pelas políticas econômicas “desastrosas” do governo Dilma. Sem se aperceber que as propostas tucanas reconduziriam o país à devastação dos anos 1990, a direita da esquerdamergulhou de ponta cabeça naquela ilusão da sociedade civil unificada. Para piorar, também se alimentou acriticamente de uma campanha de calúnias, mentiras e agressões que não se assistia desde 1989. A campanha de Collor contra Lula, naquele ano, foi transformada em coisa de amadores.
Apesar disso, as urnas  de 26/10 enterraram a teoria da sociedade civil unificada. Demonstraram que parte da sociedade civil real, formada pelas diversas classes sociais reais da sociedade brasileira, tendo como maioria a classe dos trabalhadores assalariados, está relativamente vacinada contra as mentiras forjadas pelo partido da mídia e os chiliques do sistema financeiro nas bolsas de valores. E, também, contra as decisões do Mercado, esse ente mitológico que pretende governar a ação de todos os governantes, e que realizou uma ação unificada, incisiva e aberta contra Dilma, como há muito não se via nas campanhas eleitorais.