PM de Alckmin reprime estudantes contrários a fechamento de escolas

São Paulo – Uma manifestação que reuniu pelo menos mil estudantes e professores na avenida Paulista contra o fechamento de escolas estaduais pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi reprimida com violência pela PM de São Paulo na manhã de hoje (9).
A Tropa de Choque da Polícia Militar agrediu os manifestantes com spray de pimenta e cassetetes. Ao todo, três pessoas foram presas sob alegação de que seriam black blocs. Um deles foi identificando por militantes de movimentos sociais como o jornalistas freelancer Caio Castor, que fazia a cobertura do evento.
O responsável pela operação, capitão Luiz Claudio dos Santos, insistiu os três detidos eram black blocs que tentaram agredir os policias. Segundo o capitão, um dos oficiais foi derrubado no chão e sofreu ferimentos no braço. Os manifestantes detidos foram encaminhados para o 78º Distrito Policial, nos Jardins, e devem ser liberados em seguida.
"Havia na Paulista, pela nossa contagem, umas 180 pessoas. Delas 30 foram identificadas como arruaceiros, com rostos encobertos por marcaras. Esses foram monitorados, para evitar quebra-quebra. Durante a identificação alguns manifestantes se insuflaram contra a corporação. Um tenente está machucado", disse o capitão Santos.
Levantamento parcial da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), a partir de dados das próprias diretorias de ensino ligadas à Secretaria Estadual de Educação, indica que pelo menos 127 escolas serão fechadas, entre as quais escolas tradicionais, como a Escola Estadual Américo Brasiliense, no centro de Santo André, na região do ABC. O número pode aumentar à medida que chegam novas informações.
A lista de escolas que estão sob risco de fechamento por Alckmin pode ser acessada no endereço: https://www.scribd.com/doc/284075250/Levantamento-fechamento-escolas, ou na página Não Fechem Minha Escola, no Facebook: http://migre.me/rKApd.
A presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Ângela Meyer, questionou o governador na última quarta-feira (7) sobre a decisão do fechamento das escolas. A resposta foi o silêncio. Em entrevista ao Portal Vermelho ela defendeu que, por trás dos argumentos de reorganização por conta da ociosidade, está uma prática de desmonte da educação pública, que  na sua avaliação tem sido corriqueira nos últimos 20 anos de gestão tucana no estado.
“A reivindicação é que, ao invés de fecharem 30% das escolas, que haja um remanejamento dos estudantes dentro das salas de aula, gerando maior qualidade de aprendizado para o aluno e retirando do professor a demanda de ensinar para turmas com mais de 40 pessoas, em apenas 50 minutos”, defendeu Ângela.
Esse é o segundo grande protesto contra a medida. O primeiro aconteceu na terça-feira (6) e teve cerca de 500 alunos. Diariamente ocorrem pequenas manifestações em escolas e em frente à Secretaria da Educação, desde que a medida foi anunciada. por Redação RBA. Com informações do Portal Vermelho.

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