Natal realiza homenagem às vítimas do Holocausto

A OAB/RN, juntamente com o Centro Israelita do Rio Grande do Norte (CIRN), promoveram sessão solene em memória às vítimas do Holocausto, por ocasião do dia 27 de janeiro, dia da libertação do campo de auschwitz e, pela ONU, dia oficial de memória às vítimas desse evento aterrador de nossa história, onde mais de 8 milhões de pessoas (6 milhões de judeus) foram cruelmente levadas a condições sub humanas e assasinadas. Na ocasião, estiveram presentes, entre outros, os anfitriões do evento, o Presidente da OAB/RN, Doutor Paulo Coutinho e a Vice-Presodente da OAB/RN, Doutora Marisa Almeida; o deputado estadual Jacó Jácome; o presidente da Câmara Municipal do Natal, Franklin Capistrano; o Presidente e vice do Centro Israelita no Rio Grande do Norte, Mário Soltak e o Doutor Samuel Gabbay, respectivamente e, representando a prefeitura do Natal, o advogado Paulo Augusto.
“Essa, sem dúvida, foi um dos eventos mais marcantes e emocionantes que presenciei na OAB”, pontuou Paulo Coutinho antes de encerrar o evento. Ao agradecer a acolhida na OAB, Mário Soltak, enfatizou a necessidade de se combater todas as formas de preconceito também nos dias de hoje. Para o presidente da Câmara Municipal, o holocausto não foi um surto da sociedade. Foi uma decisão planejada dentro dos padrões da brutalidade. O deputado Jacó Jácome destacou que, apesar de todo o ocorrido, o anti semitismo ainda é notório na sociedade, em especial, em desfavor de Israel. Na ocasião, o diretor religioso do CIRN, Yohanan Yedidyah, fez uma oração pelas vítima.

Ato contínuo, o advogado e Vice Presidente do CIRN, o Doutor Samuel Gabbay destacou o evento como uma reflexão para que as diferenças sejam respeitadas, detalhou os fatos ocorridos no holocausto e que as vítimas deveriam ser lembradas não apenas como números, mas sim como humanos, com história e vidas. Que os números representam a soma de individualidades. Pontuou, ainda, que relembrar o extermínio nazista é recusar o ódio gratuito e a intolerância, reafirmando as bases fundantes da nossa acepção atual de Direitos Humanos. Em seguida, foi lido o poema de Jorge Amado, “Canção da mulher judia de Varsóvia”, pela Vice Presidente da OAB/RN, doutora Marisa Almeida. Para finalizar, seis velas foram acesas. Cada uma simbolizou um milhão de judeus assassinados pelo nazismo. O evento em sua totalidade foi musicado pelo arpista Ari Noronha.
Proposto em 2005 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o dia 27 de janeiro lembra as vítimas do holocausto. A data, em 1945, marcou a liberação do maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau, pelas tropas soviéticas.
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