Africanistas divulgam apoio a Lula, 'amigo dos povos africanos'

São Paulo – Diplomatas, acadêmicos, intelectuais e ativistas do movimento negro brasileiro manifestaram na manhã de hoje (16) apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao instituto que leva seu nome, frente aos sucessivos ataques protagonizados por parcelas conservadoras da sociedade brasileira, ao lado da mídia tradicional e de setores do Judiciário contra o ex-presidente e a democracia.
Na nota, são ressaltados avanços significativos nos aspectos econômicos, políticos e sociais experimentados desde o primeiro mandato de Lula, iniciado em 2003, sobretudo no combate à fome no continente. "A vitoriosa experiência brasileira de combate à fome e à miséria inspirou e serviu de exemplo para dezenas de governos africanos."
Diz a nota que as parcerias em diversas áreas resgataram parte da chamada "dívida de solidariedade" para com os povos africanos e frisa anda que os esforços do ex-presidente para promover a integração entre o Brasil e os países daquele continente continuaram mesmo após o fim de seu segundo mandato.
"Lula foi e tem sido, sem a menor sombra de dúvidas, uma grande fonte de prestígio para o Brasil e o maior promotor do nosso país na África. Isso não pode ser ignorado no momento em que se observa mais uma tentativa de destruir a sua imagem pública com ilações sem provas", conclui o comunicado.

Leia a íntegra:
Em apoio ao trabalho na África do ex-presidente Lula e de seu Instituto
Lula foi o presidente que mais fez pela aproximação entre os povos do Brasil e os dos países africanos. Durante os seus dois mandatos, abriu vinte novas embaixadas na África, elevando o número de embaixadas do Brasil no continente a 37. Nesse período, o comércio transatlântico multiplicou-se rapidamente, envolvendo milhares de empresas e trabalhadores em empreendimentos produtivos benéficos para os nossos povos e países. A vitoriosa experiência brasileira de combate à fome e à miséria inspirou e serviu de exemplo para dezenas de governos africanos (e não só) para travar um combate sem trégua à fome e à miséria.
Com Lula, o Brasil estabeleceu parcerias em diversas áreas da atividade produtiva, na educação, na cultura e nos esportes com a maioria dos países africanos, resgatando aos poucos aquilo que chamou de “dívida de solidariedade” para com os povos africanos, submetidos que foram ao escravagismo e anacrônicos sistemas coloniais até o fim do século passado. Em particular, a lei de 9/01/2003, assinada pelo presidente Lula, que implementou o estudo obrigatório da História da África e da Cultura Afro-Brasileiro nos ensinos fundamental e médio, tornou-se um marco fundamental na história das relações Brasil-África. Isso gerou um capital de simpatia sem precedente junto aos países africanos, que cada vez mais reconhecem no Brasil um dos mais importantes e confiáveis parceiros internacionais na luta pelo seu desenvolvimento.
Ao final do seu segundo mandato, o presidente Lula continuou a emprestar a sua experiência para o aprofundamento das relações entre o Brasil e os países africanos. A sua primeira atividade pública, logo após vencer a batalha contra uma grave doença, foi participar de um evento para debater com empresários e instituições africanas e brasileiras as perspectivas de desenvolvimento das relações entre o Brasil e os países do continente africano.
A pedido de movimentos sociais, organismos internacionais, governos, empresas e outras instituições, Lula e nossos parceiros da Iniciativa África do Instituto continuaram a visitar países, conversar com chefes de estado, ministros, trabalhadores e empresários, proferindo palestras para transmitir a experiência do seu governo e incentivar a criação de novas parcerias entre o Brasil e os países africanos, principalmente para combater a fome e a miséria.
Lula foi e tem sido, sem a menor sombra de dúvidas, uma grande fonte de prestígio para o Brasil e o maior promotor do nosso país na África. Isso não pode ser ignorado no momento em que se observa mais uma tentativa de destruir a sua imagem pública com ilações sem provas. O ex-presidente não se sente nem está acima da lei, mas a conduta do judiciário deve se pautar pela irrestrita obediência aos parâmetros legais, sem ilações, julgamentos ou condenações antecipados.
Por meio deste, nós, que conhecemos e apoiamos o trabalho desenvolvido pelo Instituto Lula em direção à África, queremos demonstrar a nossa solidariedade ao ex-presidente Lula, amigo dos povos africanos.
Adilton de Paula – Coordenador institucional do Instituto Adolpho Bauer
Alexandra Loras – Jornalista, consulesa da França no Brasil
Ana Fonseca – Historiadora e pesquisadora no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Beluce Bellucci – Economista, professora na Universidade Cândido Mendes e coordenador do Centro de Estudos Afro-Asiáticos
Celso Amorim – Embaixador, ex-ministro das Relações Exteriores e ex-ministro da Defesa
Daniel Balaban – Economista, diretor do Centro de Excelência de Combate à Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas - PMA
Daniel Calazans – Metalúrgico, diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Elói Ferreira de Araújo - Ex-ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR e ex-presidente da Fundação Cultural Palmares
Flávia Antunes – Internacionalista, gerente na Global Health Strategies
Flávio Carrança – Jornalista, diretor do Sindicato dos Jornalistas em São Paulo
Flávio Jorge - membro do diretório nacional da Coordenação Nacional de Entidades Negras, CONEN
Fernando Mourão de Albuquerque – Sociólogo, professor na Universidade de São Paulo e na Universidade Independente de Angola
Gabriela Vallim – Jornalista, articuladora do movimento Juventude Viva
Gevanilda dos Santos – Historiadora, membro da Diretoria Executiva da Soweto Organização Negra
Gilberto Leal – Pedagogo, diretor da Coordenação Nacional de Entidades Negras, CONEN
Gilberto Schneider – Técnico agropecuário, diretor do Movimento dos Pequenos Agricultores -MPA-
Iole Ilíada – Geógrafa, vice-presidente da Fundação Perseu Abramo
João Bosco Monte – Internacionalista, presidente do Instituto Brasil-África
João Carlos Nogueira – Sociólogo, membro do Núcleo de Estudos Negros (NEN), da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e Coordenador Executivo do Projeto Brasil Afroempreendedor (PBAE/SEBRAE/IAB/CEABRA)
João Cesar Belisário – Jornalista, diretor da Revista África21
José Luis Cabaço – ex-ministro de Transportes e Comunicações, ex-ministro de Comunicação Social de Moçambique
José Vicente – Advogado, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares
Kabengele Munanga – Antropólogo, professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano
Ladislau Dowbor – Economista, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP
Luiz Felipe de Alencastro – Cientista político e historiador, professor na Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP
Márcia Lopes – Assistente social, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Marcos Aurélio Lopes Filho – Internacionalista, assessor de Programas de Cooperação Humanitária da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO
Mathias de Alencastro - Doutor em Ciência Política pela Universidade de Oxford
Matilde Ribeiro – Assistente social, ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR – e atual reitora do Campus dos Malês da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira -UNILAB
Milton Rondó - Diplomata
Mônica Valente – Psicóloga, secretária de Relações Internacionais do PT
Natália da Luz – Jornalista, assistente de comunicação pública na Organização das Nações Unidas (ONU) e criadora do site Por Dentro da África
Paulo Esteves – Historiador, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro -PUC-RJ- e supervisor do BRICS Policy Center
Rafael Pinto – membro da Coordenação Nacional de Africanidades e Resistência Afro Brasileira – CENARAB
Renata Prado – Frente de Jovens periféricos articuladores da campanha contra redução da maioridade penal #15contra16.
Rômulo Paes – Epidemiologista, diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável – Centro Rio+, ONU
Salem Nasser – Advogado, professor e coordenador do Centro de Direito Global da faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP
Samuel Pinheiro – Embaixador, ex-secretário geral do Itamaraty
Sandra Mariano – membro da Coordenação Nacional de Entidades Negras, CONEN
Suhayla Khalil – Internacionalista, professora de Relações Internacionais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Tamires Gomes Sampaio – estudante de direito, vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes -UNE
Thainara de Lima Silva – estudante de Psicologia, militante do movimento negro e feminista Dandariando
Vanessa Martina - Jornalista, editora da Revista Samuel
Fonte: Rede Brasil Atual.

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