A crise do PT e a luta pela sua reconstrução

Nós, petistas do Núcleo 13 PT, convidamos a todos para o Ato-debate A Crise do PT e a Necessidade de sua Reconstrução. Assumimos, assim, uma das tarefas para a qual este núcleo se formou: ajudar a nós todos, militantes petistas, a encontrar uma saída para a grave crise em que nosso partido mergulhou.
Não se pode subestimar a derrota eleitoral histórica do PT, esperada, depois do golpe, na esteira da perseguição ao PT e a Lula. Mas cair de 644 prefeituras em 2012, para 256 em 2016, é a maior derrota do PT, que se confirmou no segundo turno.
Mas acreditamos também que as condições existem para a reconstrução pois a base social não “trocou de partido”, a relação pode ser reatada. O caminho para isso é abrir um profundo balanço da situação e engajar o PT na luta contra as medidas de Temer nos ligando ao movimento das greves, das ocupações, no rumo da greve geral: é nas tarefas que estão à frente, e não às nossas costas, que se jogará o futuro do PT.
Para estimular o debate elaboramos um roteiro para a reflexão a se desenvolver no ato-debate, fruto de nossas discussões:
1- O golpe culminou todo o processo de ataques incessantes ao nosso partido, mas também expôs as contradições dos 13 anos de governo que contribuíram para levar a essa derrota.
2- O imperialismo aperta o cerco: depois do Brasil, a ofensiva contra a Venezuela.
3- Defendemos as conquistas do povo no último período, de emprego e salário, os programas sociais e o Pré-sal. Ao mesmo tempo em que reconhecemos que o PT no governo adaptou-se às instituições e à política do superávit primário, o que se expressou em certas alianças que deram corpo à conciliação com inimigos do povo.
4- Está na hora da retomada dos compromissos do PT, atacado de todos os lados, inclusive com Lula indiciado no STF. Queremos rearmar o PT com uma plataforma que começa pela luta contra as medidas de Temer. Fora Temer, Nenhum Direito a Menos é a questão central, o que exige a ruptura definitiva com os setores que apoiaram o golpe (PMDB, etc.).
5- Propomos retomar o debate aberto no plebiscito popular de 2014 acerca da Constituinte como meio de superar as instituições corruptas, inclusive o Judiciário, que se revelou instrumento chave do golpe, para avançarmos com reformas populares, como dizia o Manifesto de 400 sindicalistas petistas da CUT, divulgado no Congresso do PT de junho de 2015.
6- Neste momento, a CUT prepara a greve geral por Nenhum Direito a Menos. O PT deve se engajar nesse movimento.
7- Reconstruir o PT, começa com o fim do PED, modelo decalcado das instituições do sistema político corrupto, ao qual o PT, como organização política, se adaptou.
8- O Congresso do partido, capaz de dar os passos no balanço profundo da situação do partido precisa ser preparado por meio de encontros desde a base, passando pelos núcleos, os diretórios zonais, municipais e estaduais, dando voz aos militantes, o que é contraditório com o modelo do PED.
Esperamos você para discutir estes e outros pontos com nossos convidados. Todos lá!
Mesa: Senador José Pimentel, Presidente do PT Municipal Deputado Elmano de Freitas, Vereador Guilherme Sampaio, Vereador Deodato Ramalho e Representante PT Nacional
Data e hora:  24/11/2016, 19h
Loca:    Sede Estadual do PT

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