A barbaridade do golpista VAMPIRO

Temer ainda teve tempo, no finalzinho de 2016, para proferir uma frase destinada à antologia das obtusidades.
Sequer original ele foi. Tomou a sentença do publicitário Nizan Guanaes.
“Um governo com popularidade extraordinária não poderia tomar medidas impopulares”, disse ele nesta quinta num encontro com jornalistas.
“Estou aproveitando a suposta impopularidade para tomar medidas impopulares.”
Ele se referia à reforma na legislação trabalhista e às mudanças na Previdência.
Temer ainda teve tempo, no finalzinho de 2016, para proferir uma frase destinada à antologia das obtusidades.
Sequer original ele foi. Tomou a sentença do publicitário Nizan Guanaes.
“Um governo com popularidade extraordinária não poderia tomar medidas impopulares”, disse ele nesta quinta num encontro com jornalistas.
“Estou aproveitando a suposta impopularidade para tomar medidas impopulares.”
Ele se referia à reforma na legislação trabalhista e às mudanças na Previdência.
O mais pitoresco foi o uso do adjetivo suposto com o qual Temer se referiu ao apoio da sociedade a seu governo.

Suposta impopularidade?
Um momento: alguém tem dúvida disso? Temer vem batendo sucessivos recordes de rejeição. Cada pesquisa é pior que a anterior.
Não foi tudo.
Numa inversão monumental, ele conseguiu dizer que um governo popular não conseguiria aprovar medidas impopulares.
Desde quando?
É exatamente o contrário.
Administrações populares — sobretudo em seus primeiros meses — são as mais talhadas para passar medidas impopulares.
Como cientista político, aspas, Temer revelou-se uma tragédia ao proferir uma barbaridade daquelas.
Para completar o circo, nenhum dos jornalistas presentes o questionou sobre a abstrusa tese que ele fabricou.
É como se eles, a exemplo do que ocorreu no infame Roda Viva, estivessem dizendo a Temer: “Tamos juntos, presidente!”
Por Paulo Nogueira - DCM.

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