O futuro está em você!

Estamos em um tempo onde os paradoxos se encontram num estranho entre laços--quando a esquerda e a direita usam formas muito parecidas para defender seus pressupostos ideológicos. Algo assim inverosímel para o atual momento global onde a hegemonia do mercado quase que depôs os pensamentos pluralizados sobre as intrínsecas e valores e suas realidades.
A democracia é à desabsolutização das verdade--estamos em um tempo em que nós das esquerda precisamos nos despir da absolutização ortodoxa para construir uma nova realidade onde os sujeitos e suas carências são múltiplas. Não estamos mais instalados em um mundo de duo lateralidade, já não somos mais capitalistas e comunistas, somos uma sociedade que busca se encontrar com a dignidade humana permeada de valores: desde o meio ambiente, as opções de viver sua sexualidade, provar dos seus credos--hoje somos sujeitos que na caminhada do século vinte se encontrou com muitos outros sentidos que a ideia original de Marx não contemplava, pois não eram temas emergentes em seu tempo, eram questões submergentes que ganharam corporeidade no âmbito do século XX e se cristalizaram como valor nos meados do século XXI.
Para que possamos ser de esquerda primeiro temos que entender essa é apenas uma categoria que aglutina valores e não um único valor, pois se não for assim estamos negando a diversidade ao qual somos parte presentes e atuantes; nessa luta onde a vida está sendo degenerada pelo espoliativo capitalismo espiritualizado pelos contemplamentos que o mercado oferta aos seus servos/as.
Nossa luta hoje é para deixarmos o espirito da mercadoria que se apossou de nós e nos transformou também em objeto comercial e descartável--pois na ciranda do mercado somos todos reposicionáveis. Que digam as cadeias de produção!
Para sermos esquerda precisamos compreender que somos uma colcha com muitos laços, muitas necessidades, somos a pluralidade diferentemente da direita que estabeleceu--se como sua excludente singularidade de valores.
Bom...sei que o tema é extenso e para muitos esgarçante, por isso fico por aqui e espero que tenha colocado uma boa provocação nas insistências da cultura do simplismo rotulatório, um vicio da direita que vezes ou outras acorda dentro o peito das esquerdas.
Por Lamartine Oscar Veiga 

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