Marcelo Odebrecht ferrou o Temer

"Obviamente que fica aquela conversa..."
Em depoimento no Tribunal (sic) Superior (sic) Eleitoral, diante do ministro relator Herman Benjamin, que, a pedido do PSDB (quá, quá, quá!), analisa o financiamento da chapa Temer-Dilma, Marcelo Odebrecht declarou:
Marcelo Odebrecht: "Teve um determinado momento, que eu me lembro bem, o Temer saiu da mesa, já no fim do jantar, e aí, eu, Cláudio e Padilha firmamos: 'Oh, tá bom então. Vai ser doado dez, conforme você já acertou com o Cláudio, Padilha; desses dez, seis milhões vou direcionar para a campanha do Paulo, que ele me pediu, e vocês ficam com quatro para direcionar para os candidatos que vocês quiserem'".
"Não me lembro em nenhum momento de o Temer ter falado dos dez milhões, ter solicitado um apoio específico (ênfase minha - PHA). Obviamente que fica aquela conversa de que (sic): 'Olha, a gente espera a contribuição de vocês; a gente tem aí um grupo que a gente precisa apoiar'", disse.
NAVALHA
O que seria um apoio "específico"?
Algo como: "faz de conta que eu não pedi"; "trata com o Padilha que é como se fosse eu"; "dá pro Yunes que ele sabe o que fazer com a grana"; "leva praquela menina lá do Porto de Santos"; "não precisa dar pro gatinho angorá porque o cofrinho dele já tá cheio"...
Quer dizer que o Lucky Luciano reúne na varanda do Palácio o Don Vito Genovese, o Meyer Lansky e o Umberto Anastasia para tratar do financiamento da campanha do sucessor de Fulgencio Batista, em Cuba, em dinheiro vivo recolhido do cassino no Tropicana, e aí o Lucky Luciano vai à sala atender a um telefonema do Presidente Franklin Roosevelt... volta à varanda e o Lucky Luciano não fica sabendo de nada!
O Lucky Luciano não chega a tratar de nada "especifico"!
Como disse o Ministro Benjamin, recentemente: "não aceito que o argumento dos fatos seja derrotado pelo jogo do poder".
PHA

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