Yagoo Moura: Sem diretas não há democracia

É obrigação não só das esquerdas, mas de todos os democratas, lutar pelo direito de escolha do povo brasileiro
O tempo se encarregou de desmascarar os sabotadores da República. Dilma foi apeada da Presidência sem crime de responsabilidade, por um pretexto que eram as pedaladas fiscais.
Falavam em unir o país e trazer de volta a estabilidade econômica. O resultado está aí: o Brasil está ainda mais dividido e a economia só empolga Temer e seu cordão de bajuladores. Para completar, o presidente ilegítimo foi comprovadamente conivente com a obstrução do processo legal.
A situação chegou ao limite. Este governo não tem condições de continuar e de promover medidas que tiram direitos sociais conquistados com muita luta pelos trabalhadores brasileiros.
Este Congresso, por outro lado, não tem legitimidade, por seu comprometimento com esse sistema político carcomido, a “propinocracia”, para eleger o governante do país.
É obrigação não só das esquerdas, mas de todos os democratas, lutar pelo direito de escolha do povo brasileiro.
O governo golpista de Temer acabou. Usa força militar para reprimir de forma arbitrária e violenta a população.
O Estado de Exceção se desmascara e demonstra a fraqueza de um desgoverno que agoniza, pois só recorre à força policial quem não tem força política.
As tristes cenas do 24/5 em Brasília e também no Rio de Janeiro, onde o PMDB também é governo e atenta contra os direitos dos servidores estaduais, trazem à mente o que cantava Gonzaguinha a respeito do autoritarismo que por 21 anos vigorou no Brasil:
“Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
É um defeito que mata”
Yagoo Moura, 17 anos, estudante, para a Tribuna de Debates do 6º Congresso.

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