Contra reformas do governo Temer, bancários do setor privado se reúnem em São Paulo

Bancos já estariam discutindo flexibilização de direitos antes mesmo de aprovada a reforma. Trabalhadores endossam participação na próxima greve geral
por Redação RBA
Trabalhadores dos bancos privados de todo o país se reúnem até a próxima quinta-feira (8), em São Paulo, para organizar a mobilização em defesa do emprego e combater a terceirização e as reformas trabalhista e da Previdência. O Encontro Nacional de Funcionários dos Bancos Privados teve início nesta terça-feira (6).
Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), as reformas pretendidas pelo governo Temer vão dificultar a organização sindical e a luta dos trabalhadores. "Nós queremos que não aconteça a reforma da Previdência. Que a reforma trabalhista não aconteça, porque é de uma perversidade brutal, vai eliminar 117 artigos da CLT, que são de proteção do trabalhador. Queremos que não privatizem os bancos públicos", declarou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, para o Seu Jornal, da TVT.
Apesar da crise, no primeiro trimestre deste ano, os cinco maiores bancos brasileiros lucraram R$ 17,3 bi, saldo 30% superior ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os bancos fecharam quase 800 agências, extinguindo 20.550 postos de trabalho, em 2016, e mais 8.500 neste ano.
Os trabalhadores afirmam ainda que bancos como o Itaú já discutem a redução do tempo de almoço e a adoção do banco de horas em substituição ao pagamento de horas extras, antes mesmo de aprovada a dita reforma trabalhista.
Para protestar contra a destruição de direitos promovida pelo atual governo, os trabalhadores do setor bancário endossam a participação na nova greve geral convocada pelas centrais sindicais para o próximo dia 30. "Não basta dizer 'Fora, Temer!', sem dizer o que vem no lugar disso. Nós queremos 'Fora, Temer!' e eleições diretas já, para o restabelecimento democrático e da confiança da sociedade, da indústria, para retomar o desenvolvimento e voltar à normalidade", diz o presidente da Contraf-CUT.

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