'Inconformismo' levou PSDB a questionar eleição, diz advogado de Dilma

Em sessão de julgamento no TSE, advogado Flávio Caetano disse que primeira demonstração disso foi pedido do PSDB de auditoria nas urnas eletrônicas da eleição.
O advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, Flávio Caetano, afirmou nesta terça-feira (6), durante sessão de julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, que um “inconformismo” com a derrota levou o PSDB a apresentar a ação que questionou a eleição presidencial de 2014.
Na tribuna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o advogado argumentou que a primeira demonstração disso foi o pedido para auditar as urnas eletrônicas usadas no pleito, que não levou à comprovação de fraudes na votação.
“Eles partem de uma premissa de inconformismo com o candidato derrotado com a sua derrota na urnas”, disse Caetano, numa referência ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado na disputa de segundo turno.
O advogado citou trecho de uma conversa recente gravada, na qual Aécio disse ao dono da JBS, Joesley Batista, que o PSDB apresentou a ação no TSE “para encher o saco deles também”, em referência à campanha de Dilma.
“Não vou repetir as palavras chulas do candidato derrotado”, disse Caetano.
Na sustentação oral, ele também negou que as doações feitas para a campanha de Dilma desequilibraram o pleito, argumentando que Aécio também recebeu das mesmas empreiteiras. “Não há nenhuma acusação q pare de pé e possa levar à condenação”, afirmou.
Ao final, o advogado também contestou a possibilidade, pedida pela defesa do presidente Michel Temer, de separar a conduta dele daquela atribuída a Dilma.
“Este tribunal tem posição de que não é possível separação entre cabeça de chapa e seu vice. Esse tribunal julgou a prestação de contas da chapa Dilma-Temer, até porque Temer não fez prestação de contas, porque foi prestada junto”, alegou na tribuna.
“Se Temer quisesse votar em si próprio, votaria no 13, votando em Dilma e nele”, completou ao final. Fonte: G1.

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