Ação popular contra o golpe ganha adesão de Marilena Chaui

Além da professora da USP, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli aderiu à ação que pretende coletar 1,3 milhão de assinaturas
por Cida de Oliveira, da RB
A ação popular em favor da anulação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (21) a adesão da filósofa Marilena Chaui, professora titular na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Fundadora do PT e secretária municipal da Cultura de São Paulo na gestão Luiza Erundina (1989-1993), a controversa Chauí é coerente quanto ao golpe parlamentar e midiático, com apoio do Judiciário, que tirou Dilma da Presidência da República.
Em maio de 2016, referindo-se à deposição da presidenta, Chaui afirmou em debate em São Paulo que a sociedade brasileira "está prontinha, acabadinha para o universo fascista". E que considera o impeachment "um golpe de Estado e  o projeto do governo Temer (Ponte para o Futuro) é uma "pinguela para o passado".
"Quando encontrei com ela, comecei a explicar o objetivo e expectativa do nosso movimento. Mas ela nem esperou que eu terminasse de falar e logo quis assinar", conta a coordenadora do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment (MNAI), a enfermeira aposentada Edva Aguillar. 
O comitê Salvador do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment (MNAI) registrou a adesão de Sérgio Gabrielli, que presidiu a Petrobras de 2005 a 2012. Desde o início do mês, a ação vem ganhando cada vez mais apoio. Na semana passada, assinaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Chico Buarque.
Lançada no dia nacional de paralisação convocado pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais, no último dia 30, a ação popular pretende reunir 1,3 milhão de assinaturas para pressionar o Supremo Tribunal Federal a anular o impeachment.
Com comitês em diversas capitais, o Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment contesta o mérito do processo que depôs Dilma mesmo sem ter sido comprovado crime de responsabilidade.

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