Brasil: Temer consagra modelo de compra de votos e corrupção

A Câmara dos Deputados impediu que o Supremo Federal investigasse Michel Temer, acusado de corrupção pela Procuradoria Geral da República. Para se salvar, estima-se que Temer tenha gastado R$ 300 bilhões em recursos públicos para comprar votos contra sua denúncia.
Durante a sessão, ministros de Temer foram flagrados utilizando uma lista contendo os valores de emendas parlamentares liberadas pelo governo para pressionar os deputados a votarem com Temer, “chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”.
Um ano após aprovar a admissibilidade do impeachment de Dilma RousseffRousseff sem o cometimento de qualquer crime, essa mesma Câmara agora absolve Michel Temer, acusado de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa.
A ACUSAÇÃO
Segundo a Procuradoria Geral da República, entre os meses de março a abril de 2017, Michel Temer, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, e por intermédio de Rodrigo Rocha Loures, propina de R$ 500 mil e atuou para comprar o silêncio de Eduardo Cunha na cadeia. As provas da corrupção foram geradas dentro do Palácio do Jaburu, quando Temer recebeu Joesley Batista (JBS) e ofereceu vantagens ao empresário e concordou com a prática de uma série de crimes.
Por Paulo Pimenta.

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