Brasil: Pela libertação dos 18 perseguidos políticos

O Golpe de Estado de 2016 parece não ter apresentado uma mudança tão grande no regime por causa do silêncio e conivência dos monopólios burgueses de comunicação e da esquerda pequeno-burguesa, entretanto há diversos casos que demonstram que o Estado já reprime autoritariamente seus cidadãos.
No dia 4 de setembro de 2016, um agente infiltrado do Exército levou 18 pessoas, que participariam de ato contra o governo Temer, para uma emboscada no Centro Cultural São Paulo, um ponto de encontro marcado por estes através das redes sociais. Em atividade ilegal, sem mandato judicial ou qualquer tipo de aprovação estatal, o capitão William Pina Botelho reuniu todos e prendeu-os. Isso nos mostra que a atividade de perseguição do Exército já é uma realidade e, pior, que ela conta com todo o aparato estatal para punir e perseguir.
A justiça não inviabilizou a ação ilegal, mesmo tendo ela passado por cima de diversos direitos básicos que garantem um mínimo de segurança ao indivíduo contra a opressão do Estado. Os 18 foram presos e tiveram todo acesso a advogados e familiares negado, sendo a ação de prisão feita em ambiente totalmente controlado pelas forças de repressão, que no país são muito conhecidas por plantar provas e intimidar os cidadãos.
Dia 10 de novembro, haverá audiência sobre o caso no Fórum da Barra Funda em São Paulo, na Av. Doutor Abraão Ribeiro, 313 às 14:30H.
É preciso realizar uma ampla mobilização contra esta perseguição, pois caso ela se concretize se abre espaço para que o Estado avance ainda mais sobre os direitos da população. Fonte: Causa Operária.

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