Temer aproveita feriado para decretar entrega das estatais

O golpista Temer utilizou-se do feriadão para dar mais um duro golpe no patrimônio público brasileiro, construído a duras penas pelo povo, e entregá-lo de bandeja ao capital internacional.
Na quarta-feira, dia 1º, véspera do feriado, Temer assinou Decreto, que na prática pretende colocar à venda sem licitação todos os ativos de estatais que tenham capital aberto em bolsa, ou seja, facilita a rápida alienação das empresas de economia mista.
Não é preciso dizer que agora está aberta temporada de rapinagem indiscriminada do patrimônio público brasileiro pelo capital especulativo do imperialismo, o que certamente vai gerar o desmonte destas empresas, com centenas de milhares de empregados colocados na rua e um retrocesso inimaginável nos serviços públicos ou na atuação do Estado em áreas estratégicas para o país, como o da energia, por exemplo.
O decreto golpista afasta qualquer participação dos trabalhadores, do Congresso ou mesmo do povo nestas vendas, e deixa tudo nas mãos de uma comissão de avaliação e outra de alienação cujos membros deverão apenas ter “competência técnica”, ou seja, serão de livre escolha do governo golpista.
É uma medida que ataca imediatamente as estatais de economia mista, mas que também abre caminho para a venda das empresas públicas, como os Correios e a Caixa Econômica Federal, bastando que haja uma mudança no regime jurídico de tais empresas, abrindo o seu capital em bolsa, para que passem a sofrer as consequências deste decreto.
Trata-se de mais uma prova de que todas as lutas agora devem se concentrar em derrubar o golpe. Permitir que o poder se mantenha nas mãos do governo golpista, setorizando a luta, é o mesmo que reclamar dos sintomas sem buscar a cura da doença.
Uma semana depois de doar bilhões de barris de petróleo pela bagatela de U$ 0,1 o litro do petróleo, o governo golpista se prepara entregar bilhões em patrimônio das estatais.
De nada adianta apostar nas eleições, esperar por 2019. Tudo isto e muito mais, e pior, está acontecendo agora.
A doença chama-se golpe, e é contra ele que todas os explorados e suas organizações devem lutar. Fonte: Causa Operária.

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