Haddad diz ter sido procurado por tucanos em busca de paz para a eleição

"Escalada de violência precisa ser contida", afirmou candidato
por Vitor Nuzzi, da RBA
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse ter sido procurado hoje (10) por integrantes do PSDB dispostos, segundo ele, a uma "mediação" em busca de paz no processo eleitoral. "Parte significativa do PSDB está muito preocupada com o que está acontecendo no Brasil", disse o petista, depois de receber apoio de sete centrais sindicais. Ele disse ainda não estar "autorizado" a revelar o nomes dos tucanos que o visitaram em sua casa, no horário do almoço. Segundo Haddad, ele recebeu do grupo uma "carta de apreço e apoio".
Haddad citou dois casos recentes de violência, um envolvendo uma jovem de 19 anos, de Porto Alegre, que registrou boletim de ocorrência por lesão corporal na noite de segunda-feira (8), dizendo ter sido atacada por três homens porque usava uma camiseta com os dizeres "Ele não", referência a Jair Bolsonaro (PSL).
Segundo o relato, ela teve uma suástica, símbolo nazista, marcada no corpo a canivete. O outro é o assassinato a facadas de Moa do Catendê, mestre de capoeira, em Salvador. Eleitor de Haddad, ele foi atacado por um adepto da candidatura de Bolsonaro.
"Essa escalada de violência tem de ser contida. Já houve uma morte", disse Haddad. "Estamos conversando com todas as forças  que queiram conter a barbárie." O candidato afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem retirado denúncias falsas que circulam nas redes sociais.
"O TSE tem dado apoio, mas isso tem de parar pelo bem da democracia." O petista lembrou ter proposto ao adversário um "protocolo" ético na campanha. "Ele respondeu de forma completamente agressiva, como é de seu feitio."
Haddad se encontra ainda nesta noite com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. O partido formalizou apoio à sua candidatura. Amanhã, ele se reúne com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. #AgoraÉHaddad #Haddad13 #HaddadPresidente

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